02 março 2011

Amamentação




Eu sempre tive muito desejo de amamentar.
Li tudo que caia na minha mão sobre o assunto, mas tinha meus medos e inseguranças...
É claro que a gente tenta preparar os seios o máximo que pode para a amamentação.
Meu médico tinha dado várias dicas, sol, secador, bucha vegetal e nada de hidratante nos bicos. Fiz tudo!
Mas quando os pequenos começam na incrível maratona da sucção, nos damos conta de uma verdade óbvia: os mamilos nunca foram tão manipulados.
Aí vem a dor.
A cada sugada eu sentia como se uma centena de agulhas estivesse perfurando meu bico do seio.
Isso aconteceu no primeiro mês.
No segundo mês foi bem melhor.
E no terceiro mês, acho que  eu já estava calejada...rsrsrs
E posso dizer que AMEI amamentar, mesmo com as dores do início não trocaria essa experiência pela comodidade da mamadeira ou por qualquer outra coisa!
A pediatra, na época (ainda bem que trocamos) disse que ele não estava ganhado muito peso e que achava que eu devia introduzir o leite artificial, o que eu infelizmente fiz por algumas semanas..., mas escutando meus instintos, voltei a oferecer apenas leite materno e ele conseguiu o peso e tudo mais que precisava.
Até os 5 meses então, foi leite materno, praticamente exclusivo (tirando a orientação da pediatra). Depois introduzi os sucos e frutas.
Antes do Ricardo nascer, tinha decidido internamente: Quando ele começar a ter dentes, vou parar de amamentar.
Eu tinha horror daquelas histórias que o bebê mordeu o bico da mãe etc.
Mas os dentes vieram no quarto mês e meu pequeno sempre foi um anjinho, ele não mordia, e  mamava MUITO!!
Então a idéia inicial foi por água abaixo e amamentei até 1 ano e 2 meses. Claro que nessa época eu já  tinha voltado a trabalhar há algum tempo...e um mundo de coisas tinham acontecido, então decidi desmamar... 

01 março 2011

A esperada alta da maternidade!





O Ricardo teve icterícia, então eu tive alta e ele não! =(
Foram dias que duraram uma eternidade!
Eu saia da semi intensiva quando alguma enfermeira me “mandava embora” e estava lá cedinho no dia seguinte.
Passava o dia negociando e tentando brechas no banco de leite para garantir que meu pequeno tomasse o leite materno exclusivamente!
O dia mais triste foi quando eu cheguei e tinha uma luva cirúrgica inflada no biliberço. A enfermeira disse que aquilo era um recurso que elas utilizavam para a criança achar que tinha alguém por perto, porque ele estava chorando muito.
Quando ela disse isso me acabei de chorar!!! Sério!!! Como assim? E por que não me ligaram? Por que ninguém ficou com ele no colo? Sei lá? Isso me revoltou, mas aí fui me acalmando e torcendo pela alta.
Eu sei que numa semi intensiva de maternidade existem casos super graves. Tinham mães que tinham tido seus bebês há meses e que ainda não tinham tido a oportunidade de levar seus pequenos pra casa.
Eu acompanhei uma alta de uma criança que precisava de oxigênio com muita freqüência, suas taxas de oxigênio oscilavam demais e era super perigoso. Foi uma alta emocionante para a família e tb para a equipe médica. Eles estavam esperando por esse momento há 68 dias e eu me lembro de ouvir a mãe dizer: Dr., será que eu consigo fazer tudo sozinha? Estou com medo.
E eu quase morrendo do coração por causa de uma icterícia....
Mas como toda mãe de primeira viagem, era algo novo e temido por mim.
Tudo aprendizado!!
Depois de alguns dias, as taxas de bilirrubina do Ricardo estava OK e pudemos ir pra casa. Lembro como se fosse agora a sensação misturada de satisfação e medo. Será que eu vou conseguir fazer tudo? Maridão e eu, saímos orgulhosos da maternidade.